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ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO ZOOLÓGICO DE SOROCABA

 

ZOOLÓGICO: UMA SALA DE AULA VIVA

MARIA CORNÉLIA MERGULHÃO

Vamos passear no zoológico?

Resolvi passear no zoológico, que é uma área verde ótima. Vim descansar. As crianças sempre cobram da gente ir a algum lugar onde elas possam correr, brincar. As crianças gostam muito do zoológico é eu também... Moro no bairro das indústrias e sofro com a poluição. Sempre que posso dou uma fugida para um lugar de ar puro, onde tenha muito verde. O verde faz bem e é uma oportunidade de as crianças ficarem em contato com a natureza (texto extraído de uma entrevista da publicação "Que bicho que deu", no Zoológico de Belo Horizonte, Meyer, 1988).

Populações moradoras de metrópoles têm demonstrado uma crescente necessidade de aproximação com a natureza. Esse comportamento pode ser notado pelo grande número de pessoas que visitam as áreas verdes existentes nos centros urbanos. No mundo inteiro, os zoológicos são locais muito procurados, sendo que o número de visitantes por ano varia de dez mil a sete milhões de pessoas, em diferentes parques, de diferentes países.

A história mostra-nos que o hábito de colecionar animais em cativeiro vem desde a Antiguidade, entre os imperadores chineses, os astecas e os faraós egípcios. Esse costume permaneceu, principalmente, entre as famílias nobres do mundo todo, até o século XVIII, quando começaram a se formar os primeiros zoológicos na Europa; Viena em 1752, Paris em 1793 e Londres em 1826. O grande interesse que o público tem pelos animais exóticos e a pouca possibilidade que pessoas do meio urbano têm de conhecer esses animais na natureza resultaram num grande aumento no número de zoológicos existentes (Wheater et ai., 1992).

Muito mais do que centros de visitação de animais e locais de lazer, os zôos modernos têm outros objetivos como pesquisa, procriação de espécies ameaçadas de extinção e educação ambiental (Witte, 1990). O conhecimento científico da natureza é extremamente importante para a conservação do meio ambiente. Dentro desse

aspecto, os zoológicos oferecem, por meio de suas coleções de animais, condições favoráveis para o desenvolvimento de pesquisas que, associadas aos trabalhos de campo, geram uma importantíssima contribuição para a natureza. Assim, os zôos modernos deixaram de ser uma "vitrine de animais" para se transformar em centros de conservação.

Aprendendo com os bichos

A educação ambiental que um zoológico pode oferecer combina conceitos de diferentes áreas, tais como zoologia, ecologia, botânica, fisiologia, etc. Num zôo, esse conhecimento pode ser adquirido por meio da vivência e do contato direto com componentes desses conceitos, o que faz do zoológico "uma sala de aula viva cujas experiências de aprendizado se tornam inesquecíveis. Edward Khon (apud Zoo guide, 1976) diz: "A missão de um zoológico é apresentar a beleza e o comportamento dos animais, de tal forma que a nossa e as futuras gerações, enriquecidas por descobrimentos pessoais, reúnam-se numa atitude de apreciar e preservar a vida". Os zôos oferecem opções de desenvolvimento de educação formal e não-formal ligadas ao tema meio ambiente.

Todas essas premissas se encaixam na definição de educação ambiental dada pela conferência de Estocolmo, organizada pela UNESCO em 1972 (apud GTEI, 1990): "A Educação Ambiental tem como objetivo fomentar a elaboração de comportamentos positivos de conduta com respeito ao meio ambiente e à utilização de e seus recursos pelas nações".

Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros — o Zoológico de Sorocaba

Sorocaba situa-se a cem quilômetros a oeste da cidade de São Paulo. Fundada em 1661, a cidade sempre possuiu diversos largos, que tinham múltiplas utilidades, desde a montagem de palcos improvisados para teatro ou reuniões festivas da população, até parada das tropas de muares durante o tropeirismo. Todos esses logradouros transformaram-se, com o correr do tempo, nas atuais praças e parques. O Largo do Jardim, inaugurado em 1o. de janeiro de 1899, transformou-se, em 15 de janeiro de 1916, no "Jardim dos Bichos", com jacaré, bicho-preguiça, onça, veado, macacos e serpentes. Mais tarde, foi transferido para as margens do rio Sorocaba. Em 20 de outubro de 1968, mais de duas mil pessoas assistiram à inauguração do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros. Os jornais noticiavam: "Passe este domingo no parque: é o melhor passeio da cidade". (Adaptação da apostila datilografada "Parque Municipal ‘Quinzinho de Barros’ é o terceiro zoológico de Sorocaba", de Adolfo Frioli, administrador do Museu Histórico Sorocabano).

O "Quinzinho" de hoje: o lugar mais "animal" da cidade

O Quinzinho, como é conhecido entre os sorocabanos, é até hoje um dos lugares mais populares do município, o cartão de visitas da cidade. Em 1993, numa pesquisa organizada pela emissora local da Rede Globo, foi eleito pela população como o "símbolo da cidade".

Ocupando uma área de cerca de 130.000 m2, abriga um lago, uma faixa de mata atlântica de transição em estágio secundário, muitas alamedas e 1.500 animais de 350 espécies, compreendendo mamíferos, aves e répteis, sendo 70% pertencentes à fauna brasileira. Seu trabalho na área de pesquisa, procriação de espécies e educação ambiental recebe apoio e reconhecimento de várias entidades nacionais e internacionais, como World Wildlife Fund for Nature, Smithsonian Institution, Fish and Wildlife Service, Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Fundação Pró-Natureza, entre outras. Sua divulgação é apoiada principalmente em jornais locais, sendo que em 1995 foram publicadas 54 notícias sobre o zôo nos jornais da região. O número de visitantes em 1996 foi de cerca de trezentas mil pessoas. O slogan do 29o. Aniversário foi: Zoológico de Sorocaba: o lugar mais "animal" da cidade.

Planejamento

Educando para a conservação da natureza

O Zoológico de Sorocaba deve ser destacado pelo seu notável trabalho em Educação Ambiental (Dias, 1992). Pioneiro no país nesta área iniciou suas atividades educativas em 1979. O início de seu programa educativo aconteceu pela visão de futuro contida nas idéias de dois homens: o então secretário da Educação e Cultura e o diretor do zoológico, que acreditavam nas pessoas como agentes de transformação do meio ambiente para a conservação da natureza e melhoria da qualidade de vida. Acreditavam, também, que a cidade de Sorocaba tinha um enorme potencial estratégico para a conscientização da comunidade. O zôo deixou de ser, então, uma mera "vitrine de animais" para se transformar numa "sala de aula viva", dinâmica e cheia de emoções, que poderia sensibilizar muita gente para a luta em favor da natureza.

A equipe de planejamento e execução do programa sempre procurou manter um grupo — embora muito pequeno para a demanda do trabalho — o mais diversificado possível em termos de formação. Assim, já tiveram envolvimento no programa biólogos, geógrafos e professores, entre outros profissionais.

Para suprir deficiências e somar esforços, sempre que possível o trabalho é realizado em parceria com outros segmentos da própria Secretaria de Educação e outras secretarias da prefeitura, com outras instituições, tais como museus, universidades, delegacias estaduais de ensino, Polícia Florestal, órgãos governamentais e não-governamentaiS, etc., tentando dar ao trabalho uma visão multidisciplinar.

A equipe manteve ao longo dos anos uma média de três integrantes. Embora o programa tenha se incrementado gradativamente, muitas dificuldades foram encontradas para a manutenção do corpo de trabalho, dificuldades essas quase sempre ligadas a reformas administrativas.

Foi criado, em 1988, um Centro de Educação Ambiental, com uma biblioteca especializada em meio ambiente, contendo livros técnicos e infantis, um Museu de Zoologia para exposições e empréstimos para escolas, um auditório para projeção e uni alojamento para estagiários e treinamento de profissionais de outras cidades. Posteriormente, criou-se o. laboratório "Cientistas da Natureza", com o objetivo de popularizar a pesquisa, mostrando sua importância no cotidiano e na manutenção da qualidade de vida das pessoas.

Assim, em pouco tempo, o zoológico deixou de ser um local onde somente se discute e se ensina sobre fauna e flora, passando a ser um centro de referência em meio ambiente na cidade, atendendo a um público altamente diversificado, desde crianças até adultos, de diferentes camadas sociais. Para suprir a grande demanda de atividades educativas, em 1992, alguns integrantes da equipe foram transferidos, estendendo o programa para outros parques da cidade: Parque da Biquinha, Parque Natural Chico Mendes, Parque da Água Vermelha e Parque Ouro Fino.

Implementação

Como diz o poeta: "Todo artista tem que ir aonde, o povo está". Nós, os educadores, somos os grandes artistas que temos em nossas ii~ã~s a capacidade de, por meio da linguagem, motivação e estratégia adequada, atrair a atenção e levar à reflexão um público grande e diversificado.

Na tentativa de atingir a comunidade com seus programas educativos, a equipe do zôo teve a preocupação de, em suas atividades, cuidar de alguns pontos, tais como: ter ousadia no sentido de inovação e aventura; utilizar sempre a arte e o lúdico; desfazer os mitos sobre a natureza; levantar assuntos ligados à realidade local. As atividades desenvolvidas podem ser classificadas em: atividades de impacto, de rotina e de continuidade. Assim surgiram a madrugada ecológica, com direito a acampar no zôo, passeio conhecendo os animais de hábitos noturnos, café da manhã oferecido em frente ao lago ao nascer do Sol e ao som do despertar dos animais; tocar em animais vivos como cobras, sapos e aranhas, preparar a comida dos animais e trilha pela mata, observando animais em liberdade; gincanas, desfile de modas ecológico, mostrando, por intermédio de manequins em vestuário oriundo de produtos animais, os motivos que levam a fauna à extinção e até a exposição do Bicho Homem, expondo o Homo sapiens em uma jaula que simulava um apartamento, habitat característico do homem urbano. Com o objetivo de fazer o público empatizar-se com os animais do zôo, respeitando-os, os integrantes dessa simulação interagiam com os visitantes, demonstrando as necessidades de cada espécie animal e as sensações de viver em cativeiro. Essa atividade de impacto levou ao zoológico quinze mil pessoas num final de semana.

As atividades são dirigidas a diferentes faixas etárias, existindo uma preocupação na discussão e reflexão, incentivando o exercício da cidadania em busca de ações individuais e coletivas para melhoria do meio ambiente. Com essa preocupação, surgiu em 1996 um programa denominado "Heróis da Natureza de Sorocaba". Esse projeto se transformou em uni livro, que conta a história de gente da cidade que não ficou esperando o poder público ou as autoridades constituídas tomarem atitudes em favor do meio ambiente. Foram grupos ou pessoas de vários segmentos sociais que descruzaram os braços, arregaçaram as mangas e, com as próprias mãos, fizeram com que a cidade ficasse mais bonita.

Faz parte da estratégia do programa de educação ambiental do zoológico priorizar e valorizar as atividades que resultem em capacitação de multiplicadores que garantam a continuidade do processo, como:

Capacitação e elaboração de subsídios didáticos para professores: por meio de cursos, empréstimo de jogos ecológicos confeccionados por alunos de biologia, kits com crânios, patas e bicos de animais, vídeos sobre meio ambiente, entre outros.

Formação de monitores: treinamento de crianças ou adultos que oferecem trabalho voluntário para auxílio nas atividades educativas. Muitos universitários têm feito o seu projeto de iniciação científica em educação ambiental sob a orientação da equipe do zoológico.

Clube Infantil Ecológico: fundado em 1986, reunindo crianças que discutem e buscam ações para a melhoria da cidade. Muitos participantes desse clube são hoje adultos e lideram atividades do atual grupo, formando uma segunda geração de agentes multiplicadores da educação ambiental.

Atividades que fazem parte da rotina do zôo:

 Visitas orientadas: todo inicio de semestre é enviado às escolas da rede pública e particular do município um "guia de atividades", onde os professores podem escolher o assunto de maior interesse para ser desenvolvido com seus alunos. A visita inclui um passeio pelo zôo, dirigido por um monitor especializado, e a opção de caminhar pela mata, visitar a cozinha ou o museu. As explicações incluem dados biológicos e curiosidades sobre os bichos, numa linguagem divertida e adaptada à faixa etária do grupo. Os professores interessados participam de unia reunião antes da visita.

 

 

  O zôo vai à escola: para escolas carentes ou para aquelas que querem um programa diferente, o zôo  oferece a opção de levar à escola, dentro de um ônibus caracterizado com figuras de animais, unia gama de materiais que inclui slides, animais vivos e taxidermizados, pôsteres e muitas atividades animadas pelos monitores.

 

 

 

 

Curso de ecologia por correspondência: esse curso baseia-se em oito fascículos sobre diferentes temas: a história do zôo, a água, o solo, as matas, os animais silvestres, os animais urbanos, interferências no equilíbrio ambiental, etc. Esses tópicos são desenvolvidos por meio de histórias em quadrinhos, seção de curiosidades e um questionário a ser respondido na forma de cruzadinhas, labirinto, decifre o código, etc. O questionário contém respostas que podem ser encontradas no próprio livreto e outras que devem ser pesquisadas. Sugere-se que o participante procure a biblioteca do zoológico, momento este em que a equipe pode conhecer pessoalmente os alunos com os quais se corresponde. Cada fascículo é enviado mensalmente pelo correio. O participante envia de volta somente a folha destacada do questionário, que é corrigido e retoma com o fascículo seguinte. O índice de continuidade até o término em 1995 foi de 78%. Embora tenha sido dirigido para crianças de oito a doze anos, existem alunos fora dessa faixa etária, com até 75 anos. Muitos professores utilizam os fascículos como subsídio didático em sala de aula. A partir de 1995, esse curso teve sua sede e organização transferidas para outra área verde municipal, o Parque da Água Vermelha.

Tranzóo curso de férias: durante as férias de janeiro e julho, desenvolvem-se atividades para grupos de oitenta crianças (oito a doze anos) ou adolescentes (treze a dezoito anos) com duração de cinco dias. As estratégias utilizadas são gincanas, aulas práticas e teóricas, exposições, excursões, madrugada ecológica, teatro, entre outras. Cada curso tem um tema diferente, destacando-se entre muitos: animais em extinção, os ecossistemas de Sorocaba, a história do meio ambiente de Sorocaba, o lixo, os ancestrais de nossos bichos domésticos, os índios brasileiros, o ambiente aquático, o homem rural, de onde vêm nossos produtos, as cavernas, cientistas da natureza, terra rasgada (significado da palavra Sorocaba na língua tupi), entre outros. Durante o Tranzôo, sempre acontece uma reunião com os pais dos participantes, na qual, além da oportunidade de discussão sobre meio ambiente com os adultos, pode-se avaliar o efeito do curso por intermédio da visão da família.

Tranzôo família: durante um final de semana, pais, avós, filhos e tios interagem por meio de atividades que incluem madrugada ecológica e gincana entre famílias.

Entre outras atividades, destacam-se: atendimento para deficientes, exposições, semanas comemorativas, eventos para o público de domingo, treinamento em educação ambiental para técnicos de zoológicos do Brasil, treinamentos para policiais florestais, seminário infantil sobre meio ambiente de Sorocaba, etc.

Resultados

No início do programa, as avaliações dos resultados eram feitas empiricamente, passando a ser sistematizadas recentemente. Análises da aceitação das atividades e da retenção das informações são feitas por métodos quantitativos e qualitativos, como aplicação de questionários, entrevistas, observação, análise documental e depoimentos (Ludke e André, 1986). Por meio dessa metodologia, pôde-se avaliar os efeitos do programa como um todo, tendo como principais resultados:

incorporação do programa no cotidiano dos munícipes, que reivindicam as atividades, favorecendo a continuidade do programa ao longo das anos, apesar de muitas reformas e mudanças político-administrativas. Um exemplo disso foi a cria-

ção de um curso para famílias, solicitado pelos pais de crianças que participavam do programa de férias;

mudança comportamental da população, que pôde ser demonstrada através do aumento no número de denúncias contra agressões ao meio ambiente, campanhas populares para conservação dos córregos e rios da cidade e a adesão em massa ao programa de coleta seletiva de lixo;

formação de agentes multiplicadores de diferentes profissões, que têm transmitido a mensagem conservacionista. Temos hoje o retomo de dentistas, engenheiros, educadores, advogados e outros ex-alunos que deixam o seu depoimento da aplicação do aprendizado na vida profissional. Há pouco tempo, tivemos no zoológico a celebração de uma missa ecológica por um jovem padre de 27 anos, que, desde os onze, foi participante e voluntário nas atividades educativas;

incorporação da cidade em movimentos locais pela conservação de habitats naturais e melhoria da qualidade de vida, tais como a luta e a vitória pelo nãoasfaltamento de uma estrada que corta um parque estadual, um dos últimos redutos de Mata Atlântica da região;

a extensão dos programas para cinco outros parques, sugestão incorporada pelo governo municipal para suprir a grande demanda de atividades em educação ambiental;

—presença e apoio total da imprensa em todas as atividades;

— ações de grupos ecológicos, tais como o clube infantil de observadores de aves que, apesar da pouca idade de seus integrantes, iniciou uma ação junto à imprensa, que levou a curadoria de meio ambiente a embargar uma obra de drenagem de um lago, local com valor histórico na cidade e refúgio de espécies aquáticas. Além disso, contribuíram, por meio de seus levantamentos de avifauna, para transformar uma área abandonada em um parque municipal;

criação da "Associação Amigos do Zoológico", formada pela sociedade civil em apoio aos trabalhos desenvolvidos dentro do programa.

Todos esses resultados, e outros não citados, só puderam ser obtidos pela ação conjunta de um enorme número de voluntários, contabilizado em cerca de quatrocentos nos últimos quinze anos. Isso é, também, um resultado do trabalho da equipe educativa, que teve como privilégio compartilhar suas ações e seus ideais com tantas pessoas dispostas a dar seu tempo, suas palavras, suas idéias e sua dedicação para tomar mais equilibrado e, portanto, mais feliz, um mundo de gente, plantas e animais.

Bibliografia

BARRAZA, L. L. 1990. Los Zoologicos en camino hacia la educación.

DIAS, G. F. 1992. Educação ambiental: princípios e práticas. São Paulo, Gaia.

FRIOLI, A. "Parque Municipal ‘Quinzinho de Barros’ é o terceiro zoológico de Sorocaba". Apostila datilografada.

GTEI- Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo. 1990. Coletânea de textos para os cursos de educação ambiental em unidades de conservação. São Paulo.

LuDKE, M. e André, M. E. D. A. 1986. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, Editora Pedagógica e Universitária Ltda.

MEYER, M. A. A. 1988. Que bicho que deu: pesquisa de educação ambiental no Zoológico de Belo Horizonte. Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais.

WHEATER, R.; KARSTEN e SEAL, U. (eds.). 1992. The world zoo conservation strategy: the role of zoos and aquaria of world in global conservation. IUCN. Washington, DC.

WITTE, G. 1990. "Phaenomena — Non exotical using the unusual behavior of zoo animals to increase visitor observation". Journal oflnternational Association of Zoo Educators, 24: 3-9.

ZOO GUIDE. 1976. National Zoological Park. Washington, DC.

 

Agradecimentos

• Ás pessoas tão especiais que, direta ou indiretamente, atuaram no programa, compartilhando uma enorme vontade de deixar para o futuro um lugar equilibrado, saudável e gostoso de viver: Lázaro Ronaldo Ribeiro Púglia, Luís Almeida Marins Filho, Lélia Urban Soares, Teonila Ribeiro Púglia, Ana Lúcia de Almeida Lima, Beatriz Nascimento Gomes Vasaki, Cecilia Graziosi, Cristina Steveaux, Walter Barrella, Luís Carlos Rosa, Sílvia Beatriz de Souza, Adauto Luís Veloso Nunes, Cecilia Pessuti, Luis Camargo, Rodrigo Hidalgo, Ana Mansa Rodrigues, Sérgio Rangel, Antônio Carlos Bramante, Marcela Peçanha, Viviane Rachid e tantos dedicados estagiários e voluntários.

Biografia da autora

MARIA C0RNÉLIA MERGULHÃO bióloga e mestranda em Educação pela Universidade de São Paulo. Fez cursos de especialização em meio ambiente, manejo de animais silvestres e educação ambiental, em instituições como Jersey Wildlife Preservation Trust, North American Association For Environmental Education, Smithsonian Institute, World Wildlife Fund for Nature. Trabalha na área de educação ambiental desde 1982, através da Prefeitura Municipal de Sorocaba. Atualmente, leciona a disciplina Educação Ambiental na Faculdade de Biologia da PUC — Sorocaba.